O cérebro e a música

26/05/2009 por 0

Será que a instrução musical pode potencializar habilidades cognitivas?
Por quatro anos, Winner and Schlaug pesquisaram crianças de 9 a 11 anos,  e somente algumas delas receberam instrução musical ao longo da pesquisa. Antes do treino começar e depois, em intervalos regulares, os pesquisadores avaliaram habilidades diretamente relacionadas a música, como coordenação fina, e outras habilidades aparentemente não relacionadas, como a linguagem e raciocínio lógico.

Após quinze meses, com a primeira reavaliação, os pesquisadores concluíram que os estudantes que receberam instrução musical tiveram uma performance melhor nos domínios relacionados a música (antes equivalente nos dois grupos). Winner e Schlaug também observaram que após os 15 meses os estudantes com instrução musical tinham fortalecido as conexões cerebrais em áreas relacionadas a música. Essas mudanças também foram correlacionadas com mudanças no comportamento das crianças.

Estudos anteriores mostraram que o cérebro de músicos adultos tinham diferenças funcionais e estruturais quando comparado a o cérebro de um não-músico. A primeira pesquisa que examina as mudanças cerebrais em resposta a exposição musical a longo prazo da é a de Winner e Schlaug.

Michel Posner, professor da Universidade de Oregon, acredita que o aprendizado musical pode influenciar na cognição, incluindo na atenção e no QI. O envolvimento com a música requer concentração e o aumento do estado de alerta. Michel afirma ainda que essas áreas estão relacionadas com o auto-controle, o que influencia no comportamento das crianças estudantes de música.

Segundo Posner, ao reconhecer o potencial cognitivo que pode ser conseguido por meio da música, pode-se usar a mesma como recurso para trabalhar atenção, concentração e estimular as habilidades cognitivas como um todo.

Fonte: Sharpbrains

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Sobre o autor

Terapeuta ocupacional graduada pela UFPE. CREFITO 10476. Especialista em Tecnologia Assistiva pela UNICAP. Mestre em Design e Ergonomia pela UFPE. Administradora e colunista do reabilitacaocognitiva.org.
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