Câmera usada no tratamento de Alzheimer chega para o público em geral

26/10/2009 por 0

Pois é… uma câmera que foi pensada para fins terapêuticos na Doença de Alzheimer (DA) passará a ser um recurso assistivo para os fracos de memória ou para os maníacos por foto (como um dia eu fui!).

A câmera que você pode usar como pingente para registrar cada momento de sua vida em breve será lançada por uma empresa sediada no Reino Unido.

Originalmente inventada para ajudar a “movimentar” as memórias das pessoas com doença de Alzheimer, um dia poderá ser utilizado pelos consumidores para criar “lifelogs” e arquivar suas vidas inteiras.

Usada em um cordão ao redor do pescoço, a câmera tira fotos automaticamente uma vez a cada 30 segundos. Ele também usa um acelerômetro e sensores de luz que servem para a registrar quando uma pessoa entra em um novo ambiente, e um sensor infravermelho para detectar o calor do corpo de uma pessoa que está na frente .

Quer saber a potência da maquinazinha? Pode caber 30.000 imagens em sua memória de 1 gigabyte. Será que o resto da sua vida caberia nesse espaço?

O ViconRevue foi quem originalmente desenvolveu a câmera pela Microsoft Research Cambridge, Reino Unido, mas o produto era destinado aos pesquisadores que estudam a DA e outras demências. A ideia da câmera para a DA veio de estudos que mostravam que rever os acontecimentos do dia usando fotos pode ajudar algumas pessoas a melhorar a memória de longo prazo (tá vendo? quando digo que fotografia é um bom recurso…).

Agora Vicon, com sede em Oxford, Reino Unido, especializada em tecnologia de captura de movimento para a indústria do cinema, licenciou a tecnologia para a câmera da Microsoft e tem a intenção de colocá-la em produção em grande escala.

Quer saber quanto é, né? Bem, a câmera irá varejo por um preço aproximado de US $ 820.

Quer saber quando? Bem, os pesquisadores já poderão obtê-la nos próximos meses, mas nós…. hummm…. uma versão do consumidor deverá ser lançada em 2010 (antes do que eu esperava!).

Um estudo publicado no início deste ano descreveu como a SenseCam ajudou uma pessoa que devido a uma Encefalite tinha sua habilidade de recordar eventos recentes prejudicada. A paciente depois de analisar fotos da Sense de um evento significativo a cada dois dias durante três semanas, pôde lembrar substancialmente melhor do evento, mesmo depois de meses sem olhar as fotos. O desempenho dela foi significativamente melhor com esse recurso do que  com outros,  como um diário escrito.

Quer saber de onde tiramos a notícia? Clique aqui.

Esse post de hoje veio de um colaborador especial, um fã da tecnologia e entusiasta da cognição, Fábio Pedrosa. Para quem é interessado em política, fica a dica das produções do nosso colaborador, que é autor de um livro e um blog que trata de vereadores e assuntos afins. Acesse vereadores.net ou indique para quem gosta de política, vale a pena, garanto!

Ana Katharina

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Sobre o autor

Terapeuta ocupacional graduada pela UFPE. CREFITO 10476. Especialista em Tecnologia Assistiva pela UNICAP. Mestre em Design e Ergonomia pela UFPE. Administradora e colunista do reabilitacaocognitiva.org.
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