Estudo de caso: Demência Frontotemporal

25/03/2010 por 3

Hoje temos mais um pedido de leitor. Um caso clínico bastante interessante enviado por uma colega terapeuta ocupacional. Aguardo a contribuição de vocês.

E., sexo feminino, diagnóstico de demência frontotemporal há cerca de três anos, institucionalizada. Acompanhada por duas cuidadoras em regime de 24h.

Cliente apresenta-se agitada, com humor irritado, discurso ameaçador, acatisia, sono inquieto. Possui apenas visão periférica  e recentemente apresentou episódios de incontinência.

É receptiva ao contato, porém, em alguns momentos, apresenta idéias delirantes e agride verbalmente.

A rotina é básica: acorda, alimenta-se, toma banho, dorme, acorda, alimenta-se… É totalmente dependente nas atividades de vida diária. Sua dieta é pastosa. As cuidadoras relatam que ela consegue mastigar, mas rejeita a consistência dos alimentos. A alimentação é oferecida com a cliente andando sem parar.

Sua mãe tinha doença de Alzheimer. Teve uma vida corrida. Era executiva, viajava muito, não tinha muito contato familiar, não casou nem teve filhos.

Eis o pedido da nossa leitora: ¨Neste caso a integraçao sensorial é imprescindivel. Inicialmente quais estratégias posso tomar? Vejo uma dificuldade e frustação profissional…¨

A palavra agora é de vocês…

Ana Paula

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Estudo de Caso

Sobre o autor

Terapeuta ocupacional graduada pela UNICAP. CREFITO 10648. Analista do Seguro Social (INSS). Especialista em Tecnologia Assistiva pela UNICAP. Formada no conceito BOBATH – Curso básico para avaliação e tratamento do paciente hemiplégico. Administradora e colunista do reabilitacaocognitiva.org.

3 comentários to “Estudo de caso: Demência Frontotemporal”

  1. Roberta disse:

    Ja fizeram avaliaçào neuropsicologica? Aplicaram tarefa de tomada de decisòes,aprendizagem reversa?
    Quanto a medicaçào, embora a medicina esteja tão avançada, por se tratar de patologia neurodegenerativa, apenas dispões de medicamentos estabelizadores de humor, acredito.
    Robertta

  2. Cleusa Silveira disse:

    Tenho uma familiar com as mesmas caracteristicas citadas pela terapeuta Ana Paula: sexo feminino,solteira, sem filhos, advogada,diagnóstico de demência frontotemporal. Tem acatesia e uma ansiedade terrível, se alimenta caminhando, fala muito alto, discurso confuso mas em alguns momentos percebe-se que ela sabe que não está bem e pede ajuda. Usa medicação antipsicótica e para induzir ao sono. Não consigo acreditar que com o avanço da medicina não haja uma medicação que acalme sem deixá-la dormindo.Agradeço de coração qualquer ajuda.

  3. Edila Cristina disse:

    Prezada Profissional Ana Paula,
    Questões importantes:

    Antes de iniciar o trabalho de Integração Sensorial, penso ser
    imprescíndivel encaminhar a paciente referida para um psiquiatra,
    para que através de medicação adequada, seja estabilizado o seu
    humor, e assim possibilitar um comportamento colaborativo por
    parte de pr. Em médio prazo, se for necessário, conjugar a Inte-
    gração Sensorial com Psicoterapia (para ajudá-la a dar conta da
    frustração citada).
    Coloco-me à disposição.
    Edila Cristina Barbosa Santos
    Psicóloga & Fonoaudióloga
    Rio de Janeiro

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