Cantar para idosos com Alzheimer pode ajudá-los a reter novas informações

31/05/2010 por 6

De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Boston, cantar para idosos com doença de Alzheimer contribui para a formação de novas memórias.

O pesquisador Brandon Ally e sua equipe realizaram o estudo inspirados pela história de um homem com Alzheimer que conseguia se lembrar de notícias se elas fossem cantadas por sua filha, com a melodia de canções que ele conhecia.

Eles deram a 13 idosos com Alzheimer e a 14 idosos saudáveis as letras de 40 músicas infantis desconhecidas para ler. Dois grupos foram formados. O primeiro podia ouvir as letras sendo tocadas, enquanto o segundo ouvia apenas a declamação das letras, sem ritmo.

Os participantes com Alzheimer que escutaram a música conseguiram recordar 40% das letras. Os que tinham apenas lido e escutado as rimas sem a melodia lembrava apenas 28%.

Os saudáveis lembravam 80% das letras, independemente de terem ou não ouvido à canção.

Brandon Ally sugere que usar música para dizer aos pacientes como tomar os remédios nos estados mais complicados de demência poderia ajudá-los a conseguir viver independemente por um período maior.

Ainda não se sabe porque cantar ajuda. Segundo o pesquisador,  a música envolve áreas do cérebro, incluindo as regiões subcorticais, que normalmente são poupadas até a pessoa atingir estágios mais avançados do Alzheimer.

Ana P.

Fonte: folha.com/bolnoticias

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Sobre o autor

Terapeuta ocupacional graduada pela UNICAP. CREFITO 10648. Analista do Seguro Social (INSS). Especialista em Tecnologia Assistiva pela UNICAP. Formada no conceito BOBATH – Curso básico para avaliação e tratamento do paciente hemiplégico. Administradora e colunista do reabilitacaocognitiva.org.

6 comentários to “Cantar para idosos com Alzheimer pode ajudá-los a reter novas informações”

  1. patricia disse:

    Com minha mae ja faço musicoterapia em casa com musicas que ela conhecia ela canta todas e ate o medicamento que precisava dar para acalma-la nao precisei mais administrar e ela se movimenta pois bate palmas e as vezes levanta para dançarmos é excelente.

  2. Neila disse:

    Olá muito interessante essa pesquisa, já coloquei minhha avó para ouvir músicas antigas, ela cantou e se sentiu bem feliz. Aproveito a oportunidade para dizer que também sou pesquisadora, e tenho projetos para os cuidadores de pacientes com alzheimer, quem tiver interesse e puder ajudar, eu agradeço.
    Atc – Neila Lima Sá
    cuidador-dos-portadores-de-da@googlegroups.com

  3. Annette Leibing disse:

    A musicoterapêuta Mariângela Aleixo, no Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Botafogo) faz um trabalho excepcional com pessoas com uma demência (Alzheimer p.ex.). É muito bonito de ver como a musica funciona, trazendo alegria, memórias, comunidade.

  4. Carolina disse:

    Boa notícia!
    Acredito que tenha a ver também com a questão de que fatos marcantes, que envolvam o afeto (associados tanto a dor quanto ao prazer) tem maior possibilidade de serem retidos na memória e depois recordados.

  5. Suzana disse:

    Interessante!
    Trabalho com portadores da DA em ILPI.
    Vou experimentar e depois conto pra vocês.

    Agora, vou buscar as 40 músicas…é muita coisa, né não?
    Abraços.

  6. Catarina disse:

    esse método é muito usado nos cursinhos pré-vestibular, onde o aluno aprende o assunto cantando.

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