Atividades terapêuticas para pessoas com Alzheimer

09/09/2010 por 5
O site Fisher Center for Alzheimer’s coloca sua opinião sobre “Que tipos de atividades terapêuticas são as melhores?”.
Segundo o site, as melhores atividades são aquelas que remetem às suas habilidades, hábitos e memórias (concordoooo!!!), e também reforçam o sentido da pessoa estar em um grupo, que pode proporcionar amizade, apoio mútuo e conexão espiritual.
Qualquer número de atividades pode ser benéfico, dependendo do indivíduo, e pode ajudar em diferentes aspectos da vida. Por exemplo, a terapia com música pode melhorar a alimentação em algumas pessoas, mas outros não. Qualquer antigo hobby ou interesse da pessoa pode ser utilizado: jardinagem, culinária, pintura, desenho, cantar, tocar instrumentos musicais ou ouvir música, etc .
A rotina é essencial (tb achoooo!!!), pois as atividades que são feitas regularmente, na mesma hora todos os dias, se possível, pode ajudar a estabelecer a rotina e a aumentar a sensação de estabilidade da pessoa.
Algumas das atividades terapêuticas que têm sido mostradas em estudos rigorosos para reduzir determinados problemas de comportamento em pessoas com Alzheimer são:
1. Reproduzir a música da pessoa (a que ela mais gosta) e isso com interação;
2. Assistir a vídeos da família;
3. Caminhar e realizar exercícios leves;
4. Incluir na terapia o animal de estimação.
Vários programas que combinam diversas atividades terapêuticas também têm demonstrado resultados favoráveis em pessoas com Alzheimer. Estes incluem um programa multifacetado da música, exercícios, trabalhos manuais, relaxamento e sessões estruturadas combinando meditação, percepção sensorial e imaginação guiada e técnicas destinadas a acalmar e suavizar.

Foto: SashaW

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Sobre o autor

Terapeuta ocupacional graduada pela UFPE. CREFITO 10476. Especialista em Tecnologia Assistiva pela UNICAP. Mestre em Design e Ergonomia pela UFPE. Administradora e colunista do reabilitacaocognitiva.org.

5 comentários to “Atividades terapêuticas para pessoas com Alzheimer”

  1. Janaina Rocha disse:

    Adorei as dicas! Inclusive tenho uma paciente que está com início de demência. Trabalho muito com ela atividades com música e pintura (ela é artista plástica). Ela sempre realizada as atividaes com muita animação. A música é um recurso bastante eficaz, fato. (pelo menos no nesse caso)

  2. Fernanda disse:

    OI Eliana , sou fisioterapeuta e acupunturista e como tal procuro ajudar as pessoas a se recuperarem da melhor e mais prazerosa maneira. Fiquei abismada quando li seu relato, mas sei e conheço profissionais que buscam o melhor para seu paciente. Nossa recompensa não é apenas financeira (todos necessitamos para viver), mas a principal é o sorriso de satisfação e alegria de pacientes e seus familiares. Caso queria discutir sobre o assunto de seu marido meu e-mail é: nanda.vasques@gmail.com. Estou a disposição. Sou de Santos.

  3. Ide - T.O. disse:

    Eliana, estou em Santos. No último ano de terapia ocupacional e fiquei preocupada com você. Me interesso pela área e também tenho alguns contatos que talvez possam te ajudar. Me mande um e-mail para conversarmos melhor. Se eu puder ajudar… to.maride@gmail.com . beeijO

  4. Eliana disse:

    Ana,
    Tem dicas ótimas, mas sou de Santos e aqui não consigo encontrar profissionais que possam me ajudar na reabilitação do meu marido. A demência dele foi adquirida devido a uma hemorragia por má formação genética que se agravou devido a queda da moto, pis a estava pilotando no momento e teve como consequencia um TCE. Passados 2 anos, ele está hemiplégcio com sequelas cognitivas, de ordem comportamental e memória, mas perfeito discernimento e inteligência e já alguma memória adquirida. Já esteve com fisioterapeuta, fono, TO, psicopedagoga, enfim profissionais e clínicas.Já passou pela AACD, Sarah e agora espramos retorno do Lucy Montoro e nehum profissional assume o paciente como UM CASO. Todos o tratam como um caso difícil, porque encessita que as atividades sejam assistidas, acompanhadas e não passadas e largadas, como costumam fazer. Então eles não se interessam e lidam de maneira superficial, dizem que tem um monte de paciente esperando na fila de espera, o avaliam por um mês, 3 meses e, depois simpelsmente o mandam embora, sem qualquer devolutiva. É impressionante a falta de interesse em aprofundar-se e o descomprometimento. Como e onde eu encontro profissionais que queiram trabalhar com este tipo de paciente, que queiram e buscam maneiras de aplicar os exercícios na rotina ? Eu tenho que trabalhar para sustentar a família, e manter os compromissos assumidos antes do acidente. Não temos cuidador informal em casa, só cuidador formal e por melhor que ele seja, não posso passar para ele a função de ser terapeuta, porém os profissionais acham que deve ser. Ora, ora, até agora nós já temos sido os melhores terapeutas de meu marido, mas sei que muito melhor se poderia fazer com a ajuda de quem tem formação e quer fazer o seu papel. Enfim…se não puder me ajudar, ao menos vai o desabafo.

  5. fabiana amorim disse:

    Dicas excelentes, hein? OLha, tenho uma paciente com alzheimer muito avançado e ela tem muita dificuldade pra falar, quase não entendo, mas a cuidadora dela ajuda. Que tipo de atividade devo fazer com ela?

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